A primeira Plenária
do Fórum Permanente de Empresas para a Inclusão
Econômica de Pessoas com Deficiência de
2007 - e sétima desde que foi criado, em junho
de 2006 - aconteceu no dia 14, no auditório
da FIESP. Neste encontro, o grupo diretivo da Workability
International - ONG de atuação global,
cuja missão é diminuir o desemprego
das pessoas com deficiência, trabalhando na
qualificação profissional dessa população
e auxiliando as empresas em todo o mundo a compreenderem
esse processo, proporcionando emprego digno às
pessoas com deficiência - foram os principais
palestrantes. O tema "Modelos e Experiências
de Inclusão Econômica no Âmbito
Internacional", pautou todo o evento.
Frank Flanerry, presidente do Workability e CEO do
Rehab Group da Irlanda, George W. Kessinger (EUA),
presidente e CEO da Goodwill Industries Internacional,
Jim McClelland (EUA), presidente do Goodwill Industries
do Central Indiana, e Timothy Pape (Reino Unido),
diretor geral da Shaw Trust, apontaram as dificuldades
ainda existentes em seus países em relação
à inclusão e algumas das iniciativas
implantadas. Segundo Flannery, hoje na Europa há
cerca de 40 milhões de pessoas com deficiência,
muitas delas sobrevivendo do benefício social
do Governo, por falta de oportunidades profissionais.
"A taxa de desemprego é 20% maior para
as pessoas com deficiência", destacou o
presidente do Workability Europe, Hans Vrind.
Entre as experiências bem-sucedidas, a Good
Will Industries International, dos Estados Unidos,
contrata pessoas com deficiência para atuar
em lojas que vendem produtos de segunda mão,
arrecadados pelos funcionários junto à
comunidade. Mas, a oportunidade de emprego não
está apenas na venda de produtos, mas sim na
cadeia produtiva que esta movimenta, gerando, por
exemplo, novos postos de trabalho para reparo e conservação
dos produtos doados, divulgação, pesquisa
e cadastramento de doadores e fornecedores, acompanhamento
contábil, etc. O "lucro" desse mercado
é revertido em programas de qualificação
profissional , e outros nas áreas de educação,
lazer, tecnologia e transporte.
O secretário municipal do trabalho de São
Paulo, Carlos Alexandre Leite Nascimento descreveu
as iniciativas da cidade de São Paulo, apontando
que ainda não está satisfeito com os
resultados obtidos. É necessário se
fazer mais. Segundo ele, entre junho de 2005 e dezembro
de 2006, mais de 4.300 pessoas com deficiência
foram cadastradas nos CAT (Centro de Apoio ao Trabalho),
e destas 15,4% foram contratadas. Mas ainda falta
uma articulação maior entre a sociedade
civil, as instituições e os governos,
em sua opinião: "É preciso que
todas as instâncias representativas da sociedade
se unam e trabalhem juntas, pois a inclusão
é uma questão fundamental para o equilíbrio
e o crescimento sustentado da sociedade", afirmou.
Para Luiza Russo, diretora executiva do Instituto
Paradigma, esta edição do Fórum
foi muito positiva. "Nosso objetivo é
promover intercâmbio entre iniciativas nacionais
e internacionais de inclusão econômica,
trocando experiências, de modo a facilitar o
acesso ao mercado de trabalho e ao emprego de todas
as pessoas com deficiência", reiterou.
Segundo os coordenadores do Instituto Educare, Anthony
Ascendino e Sandro Schuller, o Instituto Educare poderá
contribuir a partir deste ano de 2007 com a inclusão
de deficientes no mercado de trabalho através
do Programa Mais que Especiais. Articulações
entre o Instituto Educare, Secretaria do Trabalho,
iniciativa privada e outras, já está
sendo executada para a viabilidade do projeto.
Fonte: Instituto Paradigma |