Inclusão de Pessoas com Deficiência
O Instituto Educare participou do II Fórum Permanente de Empresas para a Inclusão Econômica de Pessoas com Deficiência, que aconteceu no dia 14, no auditório da FIESP.
16/02/2007
 
   
A primeira Plenária do Fórum Permanente de Empresas para a Inclusão Econômica de Pessoas com Deficiência de 2007 - e sétima desde que foi criado, em junho de 2006 - aconteceu no dia 14, no auditório da FIESP. Neste encontro, o grupo diretivo da Workability International - ONG de atuação global, cuja missão é diminuir o desemprego das pessoas com deficiência, trabalhando na qualificação profissional dessa população e auxiliando as empresas em todo o mundo a compreenderem esse processo, proporcionando emprego digno às pessoas com deficiência - foram os principais palestrantes. O tema "Modelos e Experiências de Inclusão Econômica no Âmbito Internacional", pautou todo o evento.

Frank Flanerry, presidente do Workability e CEO do Rehab Group da Irlanda, George W. Kessinger (EUA), presidente e CEO da Goodwill Industries Internacional, Jim McClelland (EUA), presidente do Goodwill Industries do Central Indiana, e Timothy Pape (Reino Unido), diretor geral da Shaw Trust, apontaram as dificuldades ainda existentes em seus países em relação à inclusão e algumas das iniciativas implantadas. Segundo Flannery, hoje na Europa há cerca de 40 milhões de pessoas com deficiência, muitas delas sobrevivendo do benefício social do Governo, por falta de oportunidades profissionais. "A taxa de desemprego é 20% maior para as pessoas com deficiência", destacou o presidente do Workability Europe, Hans Vrind.

Entre as experiências bem-sucedidas, a Good Will Industries International, dos Estados Unidos, contrata pessoas com deficiência para atuar em lojas que vendem produtos de segunda mão, arrecadados pelos funcionários junto à comunidade. Mas, a oportunidade de emprego não está apenas na venda de produtos, mas sim na cadeia produtiva que esta movimenta, gerando, por exemplo, novos postos de trabalho para reparo e conservação dos produtos doados, divulgação, pesquisa e cadastramento de doadores e fornecedores, acompanhamento contábil, etc. O "lucro" desse mercado é revertido em programas de qualificação profissional , e outros nas áreas de educação, lazer, tecnologia e transporte.

O secretário municipal do trabalho de São Paulo, Carlos Alexandre Leite Nascimento descreveu as iniciativas da cidade de São Paulo, apontando que ainda não está satisfeito com os resultados obtidos. É necessário se fazer mais. Segundo ele, entre junho de 2005 e dezembro de 2006, mais de 4.300 pessoas com deficiência foram cadastradas nos CAT (Centro de Apoio ao Trabalho), e destas 15,4% foram contratadas. Mas ainda falta uma articulação maior entre a sociedade civil, as instituições e os governos, em sua opinião: "É preciso que todas as instâncias representativas da sociedade se unam e trabalhem juntas, pois a inclusão é uma questão fundamental para o equilíbrio e o crescimento sustentado da sociedade", afirmou. Para Luiza Russo, diretora executiva do Instituto Paradigma, esta edição do Fórum foi muito positiva. "Nosso objetivo é promover intercâmbio entre iniciativas nacionais e internacionais de inclusão econômica, trocando experiências, de modo a facilitar o acesso ao mercado de trabalho e ao emprego de todas as pessoas com deficiência", reiterou.

Segundo os coordenadores do Instituto Educare, Anthony Ascendino e Sandro Schuller, o Instituto Educare poderá contribuir a partir deste ano de 2007 com a inclusão de deficientes no mercado de trabalho através do Programa Mais que Especiais. Articulações entre o Instituto Educare, Secretaria do Trabalho, iniciativa privada e outras, já está sendo executada para a viabilidade do projeto.

Fonte: Instituto Paradigma

 

 
 
 
 

 

 

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